domingo, 30 de outubro de 2016
HORA DE COLOCAR AS NOTÍCIAS EM DIA
segunda-feira, 30 de abril de 2012
Pérolas do facebook...
sexta-feira, 18 de março de 2011
Ele está chegando...

Fui ao Google, digitei "outono"/imagens e foi aquele estupendo festival de belezas...Experimentem fazer a mesma coisa, ficou até difícil escolher uma foto para esta postagem.
Prá mim não existe estação do ano mais bonita, mais exuberante, mais agradável, mais apaixonante. Digo isso, porque todas as minhas paixões aconteceram no outono. Parece que os dias mais amenos e ensolarados propiciam essa atmosfera intimista. Ah...o amor. Ah... o outono...
Tempo de pensar em pôr o edredon para tomar um sol para usá-lo à noite. Tempo de pensar na festa de Páscoa da criançada. Tempo de dormir juntinho, em conchinha...
É nessa época que a luz especial das tardes deixa uma cor impressionante nas fotos, portanto, vamos sair por aí fotografando tudo!
Nos meus tempos de Santa Catarina, era a época em que ajudava minha mãe a catar gravetos pelo pasto (moramos no interior) e pequenas toras para o fogão à lenha da cozinha, de onde saíam travessas de pura felicidade: chá de cana-de-cheiro fumegante, frango assado com nhoque de batata-doce, roscas de polvilho, torta de ricota, cucas de banana, pão de batata, enfim, delícias que, só por ser outono, excedem em prazer.
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
Homenagem aos Nossos Pais...

A vida é feita de aprendizado. Quando nascemos, contamos com nossos pais e com as pessoas que nos cercam para nos educarem e nos ensinarem a dar os nossos primeiros passos.
Na infância vemos nossos educadores como pessoas perfeitas, verdadeiros heróis, imunes a qualquer tipo de erro e capazes de realizar qualquer tarefa e responder qualquer pergunta. Por conta disso, ficamos sempre tranquilos, sem nenhuma preocupação, pois acreditamos que não importa o que aconteça, sempre estaremos protegidos de qualquer perigo.
Quando chegamos na adolescência, percebemos que nossos heróis são, na verdade, pessoas comuns. Possuem qualidades e defeitos, tomam decisões certas e erradas. As ordens e cobranças tão presentes na infância, começam a ser substituidas pelo diálogo. Por vermos que essas são apenas pessoas comuns, começamos a expor nossas vontades e opiniões, muitas vezes afrontando nossos pais. É preciso ter muita paciência para nos manter na linha nessa idade, que é tão marcada pela rebeldia. Mas não importa o quanto nós erramos, nunca desistem da gente.
Finalmente, na fase adulta, quando podemos ter um maior discernimento e entendimento das coisas da vida, algo estranho acontece. Percebemos que há algo diferente com nossos antigos 'heróis' , que foram desmascarados na adolescência, se revelando apenas pessoas comuns.
Afinal, como puderam fazer tudo o que fizeram? Como puderam superar tantos obstáculos e barreiras impostas pela vida? Como puderam se reerguer e ficar de pé novamente, após quedas tão grandes? Como puderam se entregar tanto, muitas vezes ignorando seu próprio bem estar, somente pela felicidade de seus filhos? Como puderam chegar onde chegaram, saindo de onde saíram?
Chegamos à conclusão, que mesmo não tendo super poderes e não sabendo voar, esses são os verdadeiros super heróis, capazes de vencer toda e qualquer dificuldade imposta pela vida, fazendo com que isso pareça a tarefa mais fácil do mundo, capazes de dar a própria vida pela nossa e capazes de nos amar incondicionalmente durante todos os minutos de nossa existência.
(extraído do Blog "Margarida´s Pousada")
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
O valor da Amizade
Scrapbooking Photo Tinks by WiddlyTinks.com
Você já parou para pensar sobre o valor da amizade?
Às vezes nos encontramos preocupados, ansiosos, em volta há situações complicadas, nos sentindo meio que perdidos, mas somente o fato de conversarmos com um amigo, desabafando o que nos está no íntimo, já nos sentimos melhor, mesmo que as coisas permaneçam inalteradas.
Quantas vezes são os amigos que nos fazem sorrir quando tínhamos vontade de chorar, mas a sua simples presença nos traz de volta o brilho da vida.
A simplicidade das brincadeiras pueris, a conversa informal naqueles momentos de descontração, uma conversa rápida ao telefone, no vai e vem do dia ou da noite, no bate -papo pela Internet, no ambiente do trabalho ou da escola, enfim, em qualquer lugar a qualquer hora.
Entretanto, não existe só alegria, amor, felicidade nesta relação, ela é como qualquer outro relacionamento, passa por crises passageiras, por momentos intempestivos, abalos ocasionais.
Ainda que tenhamos muito carinho pelo amigo em questão, às vezes por insegurança, por ciúmes, por estarmos emocionalmente alterados ou nos sentindo pressionados, acabamos sendo injustos com ele e isso pode ser recíproco.
Podemos comparar esse elo de amizade como o “tempo” que passa por alterações climáticas constantemente, mas é dessa forma que aprendemos a nos conhecer, compartilhar momentos e que se desenvolve uma amizade.
Diante do amigo somos nós mesmos, deixamos vir à tona nossos pensamentos a respeito das coisas, da vida, nos mostramos como verdadeiramente somos.
Há amigos que nos ensinam muito, nos fazem enxergar situações que às vezes não percebemos o seu real sentido, compartilham a suas experiência conosco, nos falam usando da verdade que buscamos encontrar.
São eles também que nos chamam a razão, chamando a nossa atenção quando agimos de modo contraditório, que nos dizem coisas que não queremos ouvir, aceitar ou compreender, são eles que são capazes nos fazer enxergar nossos defeitos se espelhando nos defeitos dele.
Ao longo de nossa vida muitos amigos passam por ela e nos deixam saudades, mas também deixam a recordação de tudo que foi vivido. É na amizade verdadeira que encontramos a sinceridade, lealdade, afinidade, cumplicidade, simplicidade, fraternidade.
Amigos são irmãos que a vida nos deu para caminhar conosco ao longo da nossa jornada espiritual, extrapolando os limites do tempo, continuando quando e onde Deus assim o permitir.
domingo, 14 de novembro de 2010
Crônica de Miguel Fallabela - Nuvens do Profeta Gentileza
Eu vinha dirigindo pela enseada de Botafogo, o dia tinha nascido sobre o desfile da Beija-Flor e a manhã soprou uma brisa fresca, antes de o Sol inundar tudo. Mas lá vinha eu, cansado, de janela aberta, sorvendo o ar da minha cidade, feliz da vida, quando apertei a tecla errada no aparelho de som e, ao invés de entrar o samba da Grande Rio, Ella Fitzgerald surgiu cantando Cole Porter, com aquela doçura e categoria de sempre. Imediatamente, o mundo mudou lá fora, minha cabeça deu uma guinada violenta e o olhar foi redirecionado. Ela mal começou a cantar e o olhar foi redirecionado. Música faz isso com a gente, às vezes.
Música nos atira para o ar de repente, sem aviso. É isso. Rouba o chão e estende um tapete de nuvens no lugar. Ella Fitzgerald fez isso, esta manhã, quando eu dirigia pela enseada de Botafogo, achando linda a minha cidade, imaginando o que será dela num futuro que eu não verei. Um futuro distante, quando arqueólogos importantes recuperarão parte dos grandes blocos de concreto com as inscrições do profeta Gentileza, aquelas mesmas que me acostumei a ler e reler nas idas e vindas da Ilha. A beleza gráfica das letras e a composição de suas profecias, de suas palavras de amor. E simplesmente apagaram tudo. Não tiveram sequer o bom senso de perguntar a nós, moradores da cidade, para quem as palavras eram dirigidas. Junto com as palavras de Gentileza, afogados na tinta do poder, vão-se pedaços das minhas viagens e dos meus sonhos, sacolejando nos ônibus, o olhar perdido na feia paisagem da Avenida Brasil, os olhos adolescentes projetando seus sonhos no comprido muro do cemitério do Caju. Tudo apagado. Por um tempo, talvez. Quem sabe, por esses misteriosos descaminhos, aquelas não sejam tábuas de uma grande religião do futuro, preservadas sob a tinta que um dia quis destruí-las. Sei lá, pode ser que aconteça. E pode ser também que tudo desapareça num tapete de nuvens. Mas prefiro acreditar nos mistérios que a vida volta e meia oferece.
Enfim, lembrei da obra de Gentileza e do belo enredo de Joãosinho Trinta e fui colocar o samba da escola para sacudir a manhã, quando deu-se a melódia. Ella começou a cantar e meu corpo cansado parou, enquanto a alma, cheia das alegrias da noite de batuque, virou de cabeça para baixo e, de repente, eu voando nos ares da harmonia, imaginei que nossas existências são desfiles, com grandes carros alegóricos, um para cada evento importante do nosso enredo. E o dia foi passando com mais vagar pela janela, até a brisa segurou a respiração para que alguns dos carros mais delicados passassem pela avenida à beira mar. Congelou-se a imagem daquele momento, a fotografia para sempre guardada nos anais do tempo.
E, na cabeça, eu ia repassando algumas das mensagens que recebi por causa da tal revisita a um dia escolhido, que eu propus na última crônica. Como de hábito, meus leitores se inspiraram e eu tenho recebido poesia de toda parte, pedaços de lembrança, retalhos de vidas, que de alguma forma tento costurar para dar sentido à minha. O nosso patchwork particular. As lembranças de vocês iam se desenrolando na minha cabeça, um grande desfile, carros passando em câmera lenta, Ella cantando ao fundo e o Rio de Janeiro abrindo as cortinas do dia e deixando o sol entrar. Foi assim, esta manhã.
Dormi quase o dia inteiro, um sono picado, besta, de quem parece que tem medo de sonhar. Acordando toda hora, achando que ainda não tinha descansado o bastante, e volta e meia lembrando de um relato, de uma lembrança de alguém, que de longe me ajuda, agora, a escrever esta crônica. Não consegui dormir direito, no final das contas, enquanto o dia corria célere lá fora, ao encontro das luzes do segundo dia. Fiquei zanzando pela casa vazia e acabei sentado no computador, recebendo novas mensagens, mais corações rebentando em flor e gente que fala bonito e pensa bonito e eu vou lendo como quem se ilustra. Acabei marcando todas as mensagens que vocês me enviaram e quero ver se consigo realmente fazer uma crônica que seja uma colcha dos retalhos de todos os nossos corações urbanos (ou, pelo menos, os desses encontros às quintas-feiras). Não sei ainda de que jeito, mas uma hora, assim como quem não quer nada, eu me inspiro.
E, já que todos confessaram tão despudoramente suas preferências, sinto-me na obrigação de compartilhar igualmente meus segredos, de modo que, muito aqui entre nós, se me dado fosse este direito, o dia que revisitaria seria aquele mais comum, um dia de semana qualquer. Nada especial. Apenas um brilho verde nos olhos, um meio sorriso no canto da boca e uma promessa de amor no ar. Esse dia seria o revisitado.
Se me dado fosse esse direito.
Quem foi o "Profeta Gentileza" ?
Sua infância
Com mais nove irmãos, José Datrino teve uma infância de muito trabalho, onde lidava diretamente com a terra e com os animais. Para ajudar a família, puxava carroça vendendo lenha nas proximidades. Desde cedo aprendeu a amar, respeitar e agradecer à natureza pela sua infinita bondade. O campo ensinou a José Datrino a amansar burros para o transporte de carga. Tempos depois, como profeta Gentileza, se dizia “amansador dos burros homens da cidade que não tinham esclarecimento”. Desde sua infância José Datrino era possuidor de um comportamento atípico. Por volta dos doze anos de idade, passou a ter premonições sobre sua missão na terra, onde acreditava que um dia, depois de constituir família, filhos e bens, deixaria tudo em prol de sua missão. Este comportamento causou preocupação em seus pais, que chegaram a suspeitar que o filho sofria de algum tipo de loucura, chegando a buscar ajuda em curandeiros espíritas.
No Rio de Janeiro
Aos vinte anos foi para o estado do Rio de Janeiro, enquanto sua família mudava-se para Mirandópolis, também cidade do interior de São Paulo. No Rio de Janeiro, casou com Emi Câmara com quem teve cinco filhos. Começou sua vida de empresário com um pequeno empreendimento na área de transportes, onde fazia fretes para o sustento da família. Aos poucos, o negócio foi crescendo até se tornar uma transportadora de cargas sediada no centro da cidade.
Surge o Profeta Gentileza
No dia 17 de dezembro de 1961, na cidade de Niterói, quando tinha 44 anos, houve um grande incêndio no circo “Gran Circus Norte-Americano“, o que foi considerado uma das maiores tragédias circenses do mundo. Neste incêndio morreram mais de 500 pessoas, a maioria, crianças. Na antevéspera do natal, seis dias após o acontecimento, José acordou alucinado ouvindo “vozes astrais“, segundo suas próprias palavras, que o mandavam abandonar o mundo material e se dedicar apenas ao mundo espiritual. O Profeta pegou um de seus caminhões e foi para o local do incêndio. Plantou jardim e horta sobre as cinzas do circo em Niterói, local que um dia foi palco de tantas alegrias, mas também de muita tristeza. Aquela foi sua morada por quatro longos anos. Lá, José Datrino incutiu nas pessoas o real sentido das palavras “Agradecido” e “Gentileza”. Foi um consolador voluntário, que confortou os familiares das vítimas da tragédia com suas palavras de bondade. Daquele dia em diante, passou a se chamar “José Agradecido“, ou simplesmente “Profeta Gentileza”.
Após deixar o local que foi denominado “Paraíso Gentileza”, o profeta Gentileza começou a sua jornada como personagem andarilho. A partir de 1970 percorreu toda a cidade. Era visto em ruas, praças, nas barcas da travessia entre as cidades do Rio de Janeiro e Niterói, em trens e ônibus, fazendo sua pregação e levando palavras de amor, bondade e respeito pelo próximo e pela natureza a todos que cruzassem seu caminho. Aos que o chamavam de louco, ele respondia: – “Sou maluco para te amar e louco para te salvar“.
Os murais
A partir de 1980, escolheu 56 pilastras do Viaduto do Caju que vai do Cemitério do Caju até a Rodoviária Novo Rio, numa extensão de aproximadamente 1,5km. Ele encheu as pilastras do viaduto com inscrições em verde-amarelo propondo sua crítica do mundo e sua alternativa ao mal-estar da civilização. Durante a Eco-92, o Profeta Gentileza colocava-se estrategicamente no lugar por onde passavam os representantes dos povos e incitava-os a viverem a Gentileza e a aplicarem Gentileza em toda a Terra.
Citação: “Gentileza Gera Gentileza”.
Após sua morte
Em 29 de maio de 1996, aos 79 anos, faleceu na cidade de seus familiares, onde se encontra enterrado, no “Cemitério Saudades”.
Com o decorrer dos anos, os murais foram danificados por pichadores, sofreram vandalismo, e mais tarde cobertos com tinta de cor cinza. Com ajuda da prefeitura da cidade do Rio de Janeiro, foi organizado o projeto Rio com Gentileza, que teve como objetivo restaurar os murais das pilastras. Começaram a ser recuperadas em janeiro de 1999. Em maio de 2000, a restauração das inscrições foi concluída e o patrimônio urbano carioca foi preservado.
No final do ano 2000 foi publicado pela EdUFF (Editora da Universidade Federal Fluminense) o livro Brasil: Tempo de Gentileza, do professor Leonardo Guelman. A obra introduz o leitor no “universo” do profeta Gentileza através de sua trajetória, da estilização de seus objetos, de sua caligrafia singular e de todos os 56 painéis criados por ele, além de trazer fatos relacionados ao projeto Rio com Gentileza e descrever as etapas do processo de restauração dos escritos. O livro é ricamente ilustrado com inúmeras fotografias, principalmente do profeta e de seus penduricalhos e painéis. Além de fotos do próprio profeta Gentileza trabalhando junto a algumas pilastras, existem imagens dos escritos antes, durante e após o processo de restauração.
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
STAMMTISCH - Acho que ando meio nostálgica...
Os KLEINGARTENVEREIN-pequenas obras-primas
Os terrenos são separados geralmente por cercas vivas, mas arame também vale. As instalações são rústicas. Só é permitido construir uma casa pequena, sem água corrente, apenas para se guardar ferramentas e móveis de jardim, afinal ninguém pode se instalar ali para morar, esse não é o sentido da coisa. (imagina se isso iria funcionar no Brasil...)E normas são feitas para se respeitar na Alemanha, do que cuidam, com muito afinco, os próprios filiados aos clubes. Parte do terreno deve ser usada necessariamente para o plantio de verduras e árvores frutíferas.
Muitos associados confirmam que o jardim ajuda muito a superar o estresse. Na sede da Associação acontecem anualmente festas do tipo das nossas "Stammtich" em Santa Catarina, onde os associados se reúnem para entrega de prêmios, mostar suas plantações, colheitas, melhorias, onde rola música, comida e muita cerveja, enfim, um deleite sem fim.
"Se alguém o enerva, descarrega-se na enxada", "Aqui dá para a gente relaxar sem ter que pegar o automóvel, andar muitos quilômetros e cair em engarrafamentos. É um prazer, é puro relax", relatam.
domingo, 19 de setembro de 2010

manda preparar uma bandeja cheia de lixo e sujeiras.
Na presença de todos, manda entregar o presente, que é recebido com
alegria pelo aniversariante. O aniversariante gentilmente agradece e pede
que lhe aguarde um instante, pois gostaria de poder retribuir a gentileza.
Joga fora o lixo, lava a bandeja, enche-a de flores, e devolve-a com um cartão,
onde diz: "Cada um dá o que possui."
Assim, não se entristeça com a "ignorância" das pessoas, não perca sua
serenidade. A raiva faz mal à saúde, o rancor estraga o fígado e a mágoa
envenena o coração. Domine suas reações emotivas.
Seja dono de si mesmo. Não jogue lenha no fogo de seu aborrecimento.
Não perca sua calma. Pense, antes de falar, e não ceda à sua impulsividade.
"Guardar ressentimentos é como tomar veneno e esperar que a outra pessoa
morra"
domingo, 30 de outubro de 2016
HORA DE COLOCAR AS NOTÍCIAS EM DIA
segunda-feira, 30 de abril de 2012
Pérolas do facebook...
sexta-feira, 18 de março de 2011
Ele está chegando...

Fui ao Google, digitei "outono"/imagens e foi aquele estupendo festival de belezas...Experimentem fazer a mesma coisa, ficou até difícil escolher uma foto para esta postagem.
Prá mim não existe estação do ano mais bonita, mais exuberante, mais agradável, mais apaixonante. Digo isso, porque todas as minhas paixões aconteceram no outono. Parece que os dias mais amenos e ensolarados propiciam essa atmosfera intimista. Ah...o amor. Ah... o outono...
Tempo de pensar em pôr o edredon para tomar um sol para usá-lo à noite. Tempo de pensar na festa de Páscoa da criançada. Tempo de dormir juntinho, em conchinha...
É nessa época que a luz especial das tardes deixa uma cor impressionante nas fotos, portanto, vamos sair por aí fotografando tudo!
Nos meus tempos de Santa Catarina, era a época em que ajudava minha mãe a catar gravetos pelo pasto (moramos no interior) e pequenas toras para o fogão à lenha da cozinha, de onde saíam travessas de pura felicidade: chá de cana-de-cheiro fumegante, frango assado com nhoque de batata-doce, roscas de polvilho, torta de ricota, cucas de banana, pão de batata, enfim, delícias que, só por ser outono, excedem em prazer.
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
Homenagem aos Nossos Pais...

A vida é feita de aprendizado. Quando nascemos, contamos com nossos pais e com as pessoas que nos cercam para nos educarem e nos ensinarem a dar os nossos primeiros passos.
Na infância vemos nossos educadores como pessoas perfeitas, verdadeiros heróis, imunes a qualquer tipo de erro e capazes de realizar qualquer tarefa e responder qualquer pergunta. Por conta disso, ficamos sempre tranquilos, sem nenhuma preocupação, pois acreditamos que não importa o que aconteça, sempre estaremos protegidos de qualquer perigo.
Quando chegamos na adolescência, percebemos que nossos heróis são, na verdade, pessoas comuns. Possuem qualidades e defeitos, tomam decisões certas e erradas. As ordens e cobranças tão presentes na infância, começam a ser substituidas pelo diálogo. Por vermos que essas são apenas pessoas comuns, começamos a expor nossas vontades e opiniões, muitas vezes afrontando nossos pais. É preciso ter muita paciência para nos manter na linha nessa idade, que é tão marcada pela rebeldia. Mas não importa o quanto nós erramos, nunca desistem da gente.
Finalmente, na fase adulta, quando podemos ter um maior discernimento e entendimento das coisas da vida, algo estranho acontece. Percebemos que há algo diferente com nossos antigos 'heróis' , que foram desmascarados na adolescência, se revelando apenas pessoas comuns.
Afinal, como puderam fazer tudo o que fizeram? Como puderam superar tantos obstáculos e barreiras impostas pela vida? Como puderam se reerguer e ficar de pé novamente, após quedas tão grandes? Como puderam se entregar tanto, muitas vezes ignorando seu próprio bem estar, somente pela felicidade de seus filhos? Como puderam chegar onde chegaram, saindo de onde saíram?
Chegamos à conclusão, que mesmo não tendo super poderes e não sabendo voar, esses são os verdadeiros super heróis, capazes de vencer toda e qualquer dificuldade imposta pela vida, fazendo com que isso pareça a tarefa mais fácil do mundo, capazes de dar a própria vida pela nossa e capazes de nos amar incondicionalmente durante todos os minutos de nossa existência.
(extraído do Blog "Margarida´s Pousada")
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
O valor da Amizade
Scrapbooking Photo Tinks by WiddlyTinks.com
Você já parou para pensar sobre o valor da amizade?
Às vezes nos encontramos preocupados, ansiosos, em volta há situações complicadas, nos sentindo meio que perdidos, mas somente o fato de conversarmos com um amigo, desabafando o que nos está no íntimo, já nos sentimos melhor, mesmo que as coisas permaneçam inalteradas.
Quantas vezes são os amigos que nos fazem sorrir quando tínhamos vontade de chorar, mas a sua simples presença nos traz de volta o brilho da vida.
A simplicidade das brincadeiras pueris, a conversa informal naqueles momentos de descontração, uma conversa rápida ao telefone, no vai e vem do dia ou da noite, no bate -papo pela Internet, no ambiente do trabalho ou da escola, enfim, em qualquer lugar a qualquer hora.
Entretanto, não existe só alegria, amor, felicidade nesta relação, ela é como qualquer outro relacionamento, passa por crises passageiras, por momentos intempestivos, abalos ocasionais.
Ainda que tenhamos muito carinho pelo amigo em questão, às vezes por insegurança, por ciúmes, por estarmos emocionalmente alterados ou nos sentindo pressionados, acabamos sendo injustos com ele e isso pode ser recíproco.
Podemos comparar esse elo de amizade como o “tempo” que passa por alterações climáticas constantemente, mas é dessa forma que aprendemos a nos conhecer, compartilhar momentos e que se desenvolve uma amizade.
Diante do amigo somos nós mesmos, deixamos vir à tona nossos pensamentos a respeito das coisas, da vida, nos mostramos como verdadeiramente somos.
Há amigos que nos ensinam muito, nos fazem enxergar situações que às vezes não percebemos o seu real sentido, compartilham a suas experiência conosco, nos falam usando da verdade que buscamos encontrar.
São eles também que nos chamam a razão, chamando a nossa atenção quando agimos de modo contraditório, que nos dizem coisas que não queremos ouvir, aceitar ou compreender, são eles que são capazes nos fazer enxergar nossos defeitos se espelhando nos defeitos dele.
Ao longo de nossa vida muitos amigos passam por ela e nos deixam saudades, mas também deixam a recordação de tudo que foi vivido. É na amizade verdadeira que encontramos a sinceridade, lealdade, afinidade, cumplicidade, simplicidade, fraternidade.
Amigos são irmãos que a vida nos deu para caminhar conosco ao longo da nossa jornada espiritual, extrapolando os limites do tempo, continuando quando e onde Deus assim o permitir.
domingo, 14 de novembro de 2010
Crônica de Miguel Fallabela - Nuvens do Profeta Gentileza
Eu vinha dirigindo pela enseada de Botafogo, o dia tinha nascido sobre o desfile da Beija-Flor e a manhã soprou uma brisa fresca, antes de o Sol inundar tudo. Mas lá vinha eu, cansado, de janela aberta, sorvendo o ar da minha cidade, feliz da vida, quando apertei a tecla errada no aparelho de som e, ao invés de entrar o samba da Grande Rio, Ella Fitzgerald surgiu cantando Cole Porter, com aquela doçura e categoria de sempre. Imediatamente, o mundo mudou lá fora, minha cabeça deu uma guinada violenta e o olhar foi redirecionado. Ela mal começou a cantar e o olhar foi redirecionado. Música faz isso com a gente, às vezes.
Música nos atira para o ar de repente, sem aviso. É isso. Rouba o chão e estende um tapete de nuvens no lugar. Ella Fitzgerald fez isso, esta manhã, quando eu dirigia pela enseada de Botafogo, achando linda a minha cidade, imaginando o que será dela num futuro que eu não verei. Um futuro distante, quando arqueólogos importantes recuperarão parte dos grandes blocos de concreto com as inscrições do profeta Gentileza, aquelas mesmas que me acostumei a ler e reler nas idas e vindas da Ilha. A beleza gráfica das letras e a composição de suas profecias, de suas palavras de amor. E simplesmente apagaram tudo. Não tiveram sequer o bom senso de perguntar a nós, moradores da cidade, para quem as palavras eram dirigidas. Junto com as palavras de Gentileza, afogados na tinta do poder, vão-se pedaços das minhas viagens e dos meus sonhos, sacolejando nos ônibus, o olhar perdido na feia paisagem da Avenida Brasil, os olhos adolescentes projetando seus sonhos no comprido muro do cemitério do Caju. Tudo apagado. Por um tempo, talvez. Quem sabe, por esses misteriosos descaminhos, aquelas não sejam tábuas de uma grande religião do futuro, preservadas sob a tinta que um dia quis destruí-las. Sei lá, pode ser que aconteça. E pode ser também que tudo desapareça num tapete de nuvens. Mas prefiro acreditar nos mistérios que a vida volta e meia oferece.
Enfim, lembrei da obra de Gentileza e do belo enredo de Joãosinho Trinta e fui colocar o samba da escola para sacudir a manhã, quando deu-se a melódia. Ella começou a cantar e meu corpo cansado parou, enquanto a alma, cheia das alegrias da noite de batuque, virou de cabeça para baixo e, de repente, eu voando nos ares da harmonia, imaginei que nossas existências são desfiles, com grandes carros alegóricos, um para cada evento importante do nosso enredo. E o dia foi passando com mais vagar pela janela, até a brisa segurou a respiração para que alguns dos carros mais delicados passassem pela avenida à beira mar. Congelou-se a imagem daquele momento, a fotografia para sempre guardada nos anais do tempo.
E, na cabeça, eu ia repassando algumas das mensagens que recebi por causa da tal revisita a um dia escolhido, que eu propus na última crônica. Como de hábito, meus leitores se inspiraram e eu tenho recebido poesia de toda parte, pedaços de lembrança, retalhos de vidas, que de alguma forma tento costurar para dar sentido à minha. O nosso patchwork particular. As lembranças de vocês iam se desenrolando na minha cabeça, um grande desfile, carros passando em câmera lenta, Ella cantando ao fundo e o Rio de Janeiro abrindo as cortinas do dia e deixando o sol entrar. Foi assim, esta manhã.
Dormi quase o dia inteiro, um sono picado, besta, de quem parece que tem medo de sonhar. Acordando toda hora, achando que ainda não tinha descansado o bastante, e volta e meia lembrando de um relato, de uma lembrança de alguém, que de longe me ajuda, agora, a escrever esta crônica. Não consegui dormir direito, no final das contas, enquanto o dia corria célere lá fora, ao encontro das luzes do segundo dia. Fiquei zanzando pela casa vazia e acabei sentado no computador, recebendo novas mensagens, mais corações rebentando em flor e gente que fala bonito e pensa bonito e eu vou lendo como quem se ilustra. Acabei marcando todas as mensagens que vocês me enviaram e quero ver se consigo realmente fazer uma crônica que seja uma colcha dos retalhos de todos os nossos corações urbanos (ou, pelo menos, os desses encontros às quintas-feiras). Não sei ainda de que jeito, mas uma hora, assim como quem não quer nada, eu me inspiro.
E, já que todos confessaram tão despudoramente suas preferências, sinto-me na obrigação de compartilhar igualmente meus segredos, de modo que, muito aqui entre nós, se me dado fosse este direito, o dia que revisitaria seria aquele mais comum, um dia de semana qualquer. Nada especial. Apenas um brilho verde nos olhos, um meio sorriso no canto da boca e uma promessa de amor no ar. Esse dia seria o revisitado.
Se me dado fosse esse direito.
Quem foi o "Profeta Gentileza" ?
Sua infância
Com mais nove irmãos, José Datrino teve uma infância de muito trabalho, onde lidava diretamente com a terra e com os animais. Para ajudar a família, puxava carroça vendendo lenha nas proximidades. Desde cedo aprendeu a amar, respeitar e agradecer à natureza pela sua infinita bondade. O campo ensinou a José Datrino a amansar burros para o transporte de carga. Tempos depois, como profeta Gentileza, se dizia “amansador dos burros homens da cidade que não tinham esclarecimento”. Desde sua infância José Datrino era possuidor de um comportamento atípico. Por volta dos doze anos de idade, passou a ter premonições sobre sua missão na terra, onde acreditava que um dia, depois de constituir família, filhos e bens, deixaria tudo em prol de sua missão. Este comportamento causou preocupação em seus pais, que chegaram a suspeitar que o filho sofria de algum tipo de loucura, chegando a buscar ajuda em curandeiros espíritas.
No Rio de Janeiro
Aos vinte anos foi para o estado do Rio de Janeiro, enquanto sua família mudava-se para Mirandópolis, também cidade do interior de São Paulo. No Rio de Janeiro, casou com Emi Câmara com quem teve cinco filhos. Começou sua vida de empresário com um pequeno empreendimento na área de transportes, onde fazia fretes para o sustento da família. Aos poucos, o negócio foi crescendo até se tornar uma transportadora de cargas sediada no centro da cidade.
Surge o Profeta Gentileza
No dia 17 de dezembro de 1961, na cidade de Niterói, quando tinha 44 anos, houve um grande incêndio no circo “Gran Circus Norte-Americano“, o que foi considerado uma das maiores tragédias circenses do mundo. Neste incêndio morreram mais de 500 pessoas, a maioria, crianças. Na antevéspera do natal, seis dias após o acontecimento, José acordou alucinado ouvindo “vozes astrais“, segundo suas próprias palavras, que o mandavam abandonar o mundo material e se dedicar apenas ao mundo espiritual. O Profeta pegou um de seus caminhões e foi para o local do incêndio. Plantou jardim e horta sobre as cinzas do circo em Niterói, local que um dia foi palco de tantas alegrias, mas também de muita tristeza. Aquela foi sua morada por quatro longos anos. Lá, José Datrino incutiu nas pessoas o real sentido das palavras “Agradecido” e “Gentileza”. Foi um consolador voluntário, que confortou os familiares das vítimas da tragédia com suas palavras de bondade. Daquele dia em diante, passou a se chamar “José Agradecido“, ou simplesmente “Profeta Gentileza”.
Após deixar o local que foi denominado “Paraíso Gentileza”, o profeta Gentileza começou a sua jornada como personagem andarilho. A partir de 1970 percorreu toda a cidade. Era visto em ruas, praças, nas barcas da travessia entre as cidades do Rio de Janeiro e Niterói, em trens e ônibus, fazendo sua pregação e levando palavras de amor, bondade e respeito pelo próximo e pela natureza a todos que cruzassem seu caminho. Aos que o chamavam de louco, ele respondia: – “Sou maluco para te amar e louco para te salvar“.
Os murais
A partir de 1980, escolheu 56 pilastras do Viaduto do Caju que vai do Cemitério do Caju até a Rodoviária Novo Rio, numa extensão de aproximadamente 1,5km. Ele encheu as pilastras do viaduto com inscrições em verde-amarelo propondo sua crítica do mundo e sua alternativa ao mal-estar da civilização. Durante a Eco-92, o Profeta Gentileza colocava-se estrategicamente no lugar por onde passavam os representantes dos povos e incitava-os a viverem a Gentileza e a aplicarem Gentileza em toda a Terra.
Citação: “Gentileza Gera Gentileza”.
Após sua morte
Em 29 de maio de 1996, aos 79 anos, faleceu na cidade de seus familiares, onde se encontra enterrado, no “Cemitério Saudades”.
Com o decorrer dos anos, os murais foram danificados por pichadores, sofreram vandalismo, e mais tarde cobertos com tinta de cor cinza. Com ajuda da prefeitura da cidade do Rio de Janeiro, foi organizado o projeto Rio com Gentileza, que teve como objetivo restaurar os murais das pilastras. Começaram a ser recuperadas em janeiro de 1999. Em maio de 2000, a restauração das inscrições foi concluída e o patrimônio urbano carioca foi preservado.
No final do ano 2000 foi publicado pela EdUFF (Editora da Universidade Federal Fluminense) o livro Brasil: Tempo de Gentileza, do professor Leonardo Guelman. A obra introduz o leitor no “universo” do profeta Gentileza através de sua trajetória, da estilização de seus objetos, de sua caligrafia singular e de todos os 56 painéis criados por ele, além de trazer fatos relacionados ao projeto Rio com Gentileza e descrever as etapas do processo de restauração dos escritos. O livro é ricamente ilustrado com inúmeras fotografias, principalmente do profeta e de seus penduricalhos e painéis. Além de fotos do próprio profeta Gentileza trabalhando junto a algumas pilastras, existem imagens dos escritos antes, durante e após o processo de restauração.
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
STAMMTISCH - Acho que ando meio nostálgica...
Os KLEINGARTENVEREIN-pequenas obras-primas
Os terrenos são separados geralmente por cercas vivas, mas arame também vale. As instalações são rústicas. Só é permitido construir uma casa pequena, sem água corrente, apenas para se guardar ferramentas e móveis de jardim, afinal ninguém pode se instalar ali para morar, esse não é o sentido da coisa. (imagina se isso iria funcionar no Brasil...)E normas são feitas para se respeitar na Alemanha, do que cuidam, com muito afinco, os próprios filiados aos clubes. Parte do terreno deve ser usada necessariamente para o plantio de verduras e árvores frutíferas.
Muitos associados confirmam que o jardim ajuda muito a superar o estresse. Na sede da Associação acontecem anualmente festas do tipo das nossas "Stammtich" em Santa Catarina, onde os associados se reúnem para entrega de prêmios, mostar suas plantações, colheitas, melhorias, onde rola música, comida e muita cerveja, enfim, um deleite sem fim.
"Se alguém o enerva, descarrega-se na enxada", "Aqui dá para a gente relaxar sem ter que pegar o automóvel, andar muitos quilômetros e cair em engarrafamentos. É um prazer, é puro relax", relatam.
domingo, 19 de setembro de 2010

manda preparar uma bandeja cheia de lixo e sujeiras.
Na presença de todos, manda entregar o presente, que é recebido com
alegria pelo aniversariante. O aniversariante gentilmente agradece e pede
que lhe aguarde um instante, pois gostaria de poder retribuir a gentileza.
Joga fora o lixo, lava a bandeja, enche-a de flores, e devolve-a com um cartão,
onde diz: "Cada um dá o que possui."
Assim, não se entristeça com a "ignorância" das pessoas, não perca sua
serenidade. A raiva faz mal à saúde, o rancor estraga o fígado e a mágoa
envenena o coração. Domine suas reações emotivas.
Seja dono de si mesmo. Não jogue lenha no fogo de seu aborrecimento.
Não perca sua calma. Pense, antes de falar, e não ceda à sua impulsividade.
"Guardar ressentimentos é como tomar veneno e esperar que a outra pessoa
morra"
































